O experiente volante Allan, com passagens pela Europa e pela Seleção Brasileira, demonstrou grande admiração pelo jovem talento do Botafogo, Huguinho. Em declarações feitas durante o documentário "Joias do Bairro", da Botafogo Films, Allan destacou a semelhança entre suas origens e o potencial do companheiro de equipe.
"A gente conversa um pouquinho, a gente sabe como é a nossa origem bem parecida, de comunidades próximas. Sei muito bem o que a gente passou quando criança, tudo o que a gente passou pra chegar até aqui", afirmou Allan, elogiando a postura de Huguinho. "Vê-lo chegando agora aqui, cara, um moleque nota mil, trabalhador, é um craque da bola. Ver o nível que ele está chegando, acho que só o começo da carreira dele. Ele ainda vai mostrar muito mais coisas, não só com a camisa do Botafogo, mas tenho certeza que mais na frente também na Seleção Brasileira, porque é um menino de muita qualidade."
Allan ressaltou a importância de estar ao lado do jovem, oferecendo apoio e conselhos. "Então é uma felicidade grande poder vê-lo vivenciando isso aqui. E estar do lado dele, ajudando, brincando, conversando e dando alguns conselhos. Sei que com um pouquinho de experiência que eu consegui adquirir na vida, eu vou poder estar o ajudando também", completou o volante, aconselhando Huguinho a manter os pés no chão e a dedicação. "Que ele continua sendo esse moleque que é trabalhador, brincalhão. Sabe a hora de brincar, mas também sabe a hora de trabalhar. E que ele continue essa pegada, mantenha os pés no chão. Que com certeza esse é só o começo da brilhante carreira que vem pela frente para ele."
Em resposta, Huguinho agradeceu as palavras de Allan e reforçou a proximidade entre eles, ambos vindos de comunidades. "O Allan não é ali da área, mas é do lado. Coisas de 10 minutinhos. É do lado dali, o Allan sempre também esteve lá na favela. Ele sabe como são as coisas lá, é difícil. É falta de oportunidade, tem bastantes jogadores lá. Só que são poucas as oportunidades, e as poucas que tem você tem que agarrar, não tem que soltar", disse o jovem atleta.
Huguinho também compartilhou a emoção de ser uma inspiração para as crianças de sua comunidade. "Fui para a favela. Cheguei lá, muita festa. As pessoas tudo falar com você, pedem para tirar foto. As crianças, é uma alegria que não tem preço, não tem como você explicar. A gente é da favela, é difícil. E quando você chega lá, você é uma inspiração para muita gente. A gente só fica olhando e pensando quantas crianças tem ali para ser jogador de futebol. E só falta oportunidade. A gente é exemplo de muitas crianças, eles se inspiram na gente. E a gente só joga a bola e tem que dar o nosso melhor. E mostrar que a favela também pode."




