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Montenegro celebra saída de John Textor do Botafogo: 'Montanha-russa virou filme de terror. Ele nunca fala a verdade'

Montenegro celebra saída de John Textor do Botafogo: 'Montanha-russa virou filme de terror. Ele nunca fala a verdade'

Em entrevista ao programa "Os Donos da Bola", da Band, o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro celebrou a saída de John Textor da SAF do Botafogo. O dirigente fez um balanço crítico da gestão do norte-americano, dividindo a experiência em duas fases distintas. Para Montenegro, a primeira etapa foi marcada pela recuperação da autoestima do torcedor, melhorias no Estádio Nilton Santos e a conquista de títulos memoráveis, incluindo a consagração em Buenos Aires com um elenco qualificado por nomes como Luiz Henrique, Almada, Savarino e Igor Jesus.

No entanto, o cenário mudou drasticamente entre 2025 e meados de 2026, período que o ex-presidente descreveu como um "filme de terror". Montenegro afirmou que a gestão passou a ser pautada pela falta de honestidade e por promessas não cumpridas. O dirigente citou especificamente a situação do jogador Almada, questionando a legalidade de vendas realizadas para o Lyon e Atlético de Madrid sem que o atleta tivesse sido devidamente pago, classificando a conduta como algo análogo ao estelionato.

As críticas se estenderam à estratégia de multiclubes de Textor, que, segundo o dirigente, teria desviado prêmios do Campeonato Brasileiro, da Libertadores e do Mundial para fortalecer o Lyon. Montenegro revelou que o empresário buscava realizar um IPO nos Estados Unidos utilizando o Botafogo e outros clubes como ativos, mas acabou enfrentando problemas com a Federação Francesa de Futebol, sendo obrigado a deixar a gestão do clube francês nas mãos de Michele Kang.

Diante do cenário de instabilidade e da venda de diversos ativos do clube, o Botafogo agora aguarda a realização de uma auditoria detalhada para apurar todos os negócios realizados na era Textor. Apesar das duras críticas, o ex-presidente ressaltou a importância do Botafogo social e a dedicação de figuras como Durcesio Mello e João Paulo Magalhães Lins, que teriam sido fundamentais para manter a essência e a história do clube viva durante os últimos 134 anos.

Ao finalizar, Montenegro destacou que, embora não guarde ódio pelo empresário devido às alegrias proporcionadas no início do projeto, a saída de Textor é necessária para encerrar o ciclo de apostas arriscadas com o patrimônio alvinegro. O dirigente exaltou a resiliência dos botafoguenses raízes e a nova parceria com a GDA Luma como passos essenciais para a estabilidade do clube social.

Ler na fonte original (FogãoNET)