O Eagle Football Group, entidade que administra o Olympique Lyonnais, anunciou nesta segunda-feira (8/6/2026) a apresentação de uma queixa-crime junto ao Ministério Público de Lyon. A ação visa apurar supostos crimes de "desorganização de operações" e "centenas de milhões de euros em fluxos financeiros executados sem justificação econômica", ocorridos entre maio de 2023 e junho de 2025, período em que o clube francês esteve sob o controle de John Textor, antigo proprietário da SAF do Botafogo.
Segundo um comunicado divulgado pelo grupo, a queixa é direcionada a "pessoas desconhecidas", em virtude de segredo judicial. No entanto, a investigação interna, conduzida por um escritório de advocacia externo e cujas conclusões foram apresentadas ao EFG Group no início de junho, aponta para uma série de transações suspeitas. Um relatório de auditoria externa alega que tais atos podem ter configurado crimes como "apropriação indébita, apropriação indébita qualificada e cumplicidade, além de apresentação e divulgação de demonstrações financeiras falsas e disseminação de informações falsas ao mercado".
A situação ganha contornos ainda mais relevantes para o futebol brasileiro, uma vez que Botafogo e Lyon encontram-se em negociações para a resolução de dívidas mútuas. Essas pendências financeiras surgiram em decorrência do modelo de caixa único implementado durante a gestão de John Textor. A conclusão deste acordo é vista como um passo crucial para que o Botafogo possa finalizar o processo de venda de sua SAF para a GDA Luma Capital.
Em seu comunicado, o Eagle Football Group detalhou que a investigação interna analisou "uma série de transações realizadas entre maio de 2023 e junho de 2025 sob a gestão anterior do OL". O relatório concluiu que houve "uma desorganização deliberada das operações da empresa, aliada a uma opacidade sistemática na gestão financeira". O grupo ainda afirmou que "continua suas investigações e, se necessário, apresentará novas denúncias contra as partes envolvidas", além de reportar ao Ministério Público quaisquer outras constatações de conduta financeira imprópria.
