O presidente do Botafogo social, João Paulo Magalhães Lins, está em negociações com a GDA Luma Capital, fundo de investimento trazido por John Textor durante o aporte-empréstimo de US$ 25 milhões. A informação, divulgada pelo repórter Thiago Veras no canal “Arena Alvinegra”, aponta para uma busca por renegociação dos termos do empréstimo, que prevê juros elevados caso não haja conversão em participação societária – algo que o departamento associativo não autorizou.
As conversas visam encontrar um novo acordo para o empréstimo já depositado nos cofres do clube. "Há uma conversa, uma discussão no bom sentido, do presidente João Paulo com a GDA, com a empresa que botou esse dinheiro, por quê? Se ela virar sócia, se ela tiver um percentual na SAF, a cobrança deixa de existir. Se não virar sócia, ela vai buscar a execução desse valor, esse valor teria juros exorbitantes, não teria como pagar", explicou Veras.
Além da questão do empréstimo, a GDA Luma Capital também figura entre os interessados em assumir a gestão da SAF do Botafogo, caso John Textor perca o controle da operação. O associativo, segundo o repórter, vê com bons olhos a possibilidade da entrada do fundo nesse cenário. "A informação que eu tenho é que a GDA é uma das empresas interessadas. [...] o associativo vê com bons olhos a entrada da GDA. Ela estaria fazendo parte, desse pequeno grupo de seis, da minoria, ou seja, ela teria interesse de gestão, de gerir a SAF do Botafogo, se tornando uma espécie de nova Eagle", completou.
O aporte inicial de US$ 25 milhões faz parte de um plano que envolvia um investimento total de US$ 50 milhões, com a participação do fundo Hutton Capital. No entanto, o montante completo não foi liberado devido à não assinatura da documentação necessária pelo clube associativo.
