O rapper Djonga abriu o coração no “Charla Podcast” ao relembrar a final da Libertadores de 2024, um evento que o levou do “céu ao inferno”. Representando o Atlético-MG na cerimônia de abertura no Mâs Monumental, em Buenos Aires, enquanto Marcelo Adnet defendia o Botafogo, o artista mineiro viveu uma experiência agridoce, marcada pela alegria da apresentação e a tristeza da derrota de seu time por 3 a 1 para o Glorioso.
“Essa é uma outra emoção muito forte que eu tive com o Galo, cantar na final da Libertadores. Tá ligado? Mano, você tem noção, cara? Com meu pai, com meu filho, minha namorada, Léo Gordo, tipo assim, pessoas importantíssimas para mim, mano. O Adnet pelo Botafogo e eu pelo Galo. Aquele dia foi uma loucura, mano. Céu e inferno”, contou Djonga. Ele descreveu a intensidade do momento, inclusive sua proximidade com o lance da expulsão de Gregore, do Atlético-MG, um momento crucial que ele presenciou de perto na arquibancada, após atravessar o campo.
Para o cantor, a estratégia do técnico Gabriel Milito foi um erro. “Eu achei covarde, né, velho? Eu acho que até quem não entende de bola faria isso, tá ligado? Eu acho que isso é uma coisa muito mais intuitiva”, criticou, apesar de reconhecer que os números de Milito não eram ruins. Ele também mencionou o desempenho abaixo do esperado de jogadores como Guilherme Arana e a decepção com Júnior Santos, que, segundo ele, não rendeu o esperado no Galo. Djonga foi para a arquibancada com a certeza da vitória, mas o resultado foi amargo.
“Esse é o único jogo que eu nunca mais assisti nada. Eu não consigo. Os caras falaram que o clima foi de velório mesmo. Porque foi meio vergonhoso também, pela situação toda, né?”, desabafou. Apesar da dor da derrota, o rapper reconheceu o mérito do adversário: “É verdade que os caras (Botafogo) mereceram para caralho, mano. Que os caras foram foda. Eles mereceram ganhar aquela porra daquele título. É difícil assumir, mas mereceram, tá ligado?”. Ele comparou a situação ao “fantasma do rebaixamento”, uma sina que, segundo ele, parece predestinada em certos momentos do futebol.




