O consultor de arbitragem do Grupo Globo, Paulo Cesar Oliveira, não poupou críticas à atuação do VAR no empate sem gols entre Botafogo e Palmeiras, no Estádio Nilton Santos. Segundo ele, a não expulsão do lateral Marçal por uma suposta falta em Andreas Pereira no primeiro tempo foi um “erro muito grave”. O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima (Fifa/PE) aplicou apenas cartão amarelo, e o VAR Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE) optou por não recomendar a revisão do lance.
PC Oliveira detalhou sua análise no programa “Fechamento SporTV”, explicando que o árbitro interpretou a jogada como uma falta tática de ataque promissor, possivelmente considerando a proximidade de Ferraresi. Contudo, o especialista argumentou que, ao parar a jogada no momento da infração, Ferraresi só fez a cobertura após Andreas já ter caído. “Se o Marçal não faz essa falta, mesmo com a proximidade do Ferraresi, o Andreas ia para o confronto com o Gabriel com total possibilidade de fazer o gol. O VAR deveria ter recomendado a revisão para a expulsão. Isso não é ataque promissor, é uma situação claríssima de gol. Ele ia cara a cara, porque o Ferraresi só dá aquele balão e faz a cobertura depois que o Andreas está no chão. Era uma situação claríssima”, afirmou PC Oliveira.
O comentarista ainda apontou falhas no posicionamento do árbitro de campo, que estaria distante, atrasado na jogada e com a visão encoberta, o que justificaria a intervenção do VAR. “A gente sempre fala que o árbitro não pode estar toda hora reagindo e correndo atrás. Se a gente parar na hora da falta, o posicionamento dele era muito distante. Ele está lá na intermediária, não tem um bom ângulo. Por que ele dá o cartão amarelo? Porque ele está distante. Quando ele apita, o Ferraresi já passou. Só que essa foto tem que ser tirada no momento da falta. Isso é o que o VAR tem que analisar, e tem que perguntar: ‘O que você viu? Vamos ver o posicionamento dele, está distante, com a visão encoberta’. Até ele chegar e levar o apito à boca e apitar, o Ferraresi já passou”, explicou.
Para PC Oliveira, a decisão de não intervir foi um erro coletivo da equipe de arbitragem. “É um erro muito grave, para mim, de equipe. O VAR, com base nessa imagem, por mais que hoje eles estão trabalhando com esse critério de tentar interferir menos, de respeitar mais a decisão do campo, esse é um erro claro, óbvio e manifesto. Uma situação de gol. O VAR tinha que chamar”, concluiu o consultor, reforçando a necessidade de revisão em lances de situação clara de gol.




