O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, não poupou críticas à arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima (Fifa/PE) após o empate em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo (6/9), no Nilton Santos. Em uma coletiva de imprensa marcada por desabafos, o treinador alviverde alegou que sua equipe foi prejudicada em três momentos cruciais, ironizando a presença de múltiplos microfones em sua área técnica, o que, segundo ele, seria uma provocação.
Abel Ferreira iniciou sua explanação mencionando a não expulsão de Marçal em uma falta sobre Andreas, que, em sua visão, configurava uma situação de “4 Ds” (distância, domínio, defensor, direção), merecedora de cartão vermelho. Em seguida, apontou para uma entrada de sola de Ferraresi em Andreas, que já tinha amarelo, e que não resultou no segundo cartão e consequente expulsão. O técnico destacou que, apesar dos lances, conseguiu “controlar os demônios” que o habitam, referindo-se à sua recente suspensão por chutar um microfone.
O ponto culminante da insatisfação de Abel foi a expulsão de Alexander Barboza, que recebeu o segundo amarelo por um toque de braço na bola. O treinador questionou a disparidade de critérios, afirmando que a mesma rigidez aplicada a Barboza deveria ter sido usada para Marçal. “Só peço que os critérios sejam iguais. O critério que se usou para expulsar o Barboza deveria ter sido o mesmo para expulsar o Marçal”, declarou Abel, que, devido a um efeito suspensivo, pôde comandar o Palmeiras contra o Botafogo mesmo após ter sido suspenso por dois jogos pelo STJD por chutar um microfone em partida anterior contra o Mirassol.




