Davide Ancelotti, técnico do Botafogo, participou do 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, realizado na CBF na terça-feira (4/11), onde ouviu declarações polêmicas de Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira sobre treinadores estrangeiros no Brasil. O comandante alvinegro, que havia guiado o Glorioso a uma vitória expressiva sobre o Vasco no Nilton Santos pelo Brasileirão, comentou o episódio após o jogo e minimizou a controvérsia.
"Pressionado por isso, não (risos). Já tenho outras coisas… Já falei antes do jogo, tenho muito boa relação com vários treinadores do Brasil. Me acolheram muito bem, para todos os treinadores que vejo, falo com eles, foi tudo muito bem. Não tenho nenhum tipo de problema. É uma discussão um pouco antiga, há treinadores estrangeiros em todas as ligas do mundo, temos jogadores e treinadores de fora do país. É bonito. Se você olha a Premier League já não é o futebol inglês dos anos 90. É como a sociedade toda, há integração. Falar em 2025 de treinadores brasileiros e treinadores estrangeiros é uma coisa antiga", afirmou Davide, destacando a naturalidade da convivência entre profissionais de diferentes nacionalidades.
As declarações de Leão e Oswaldo de Oliveira geraram repercussão. O primeiro afirmou que não gosta de técnicos estrangeiros no Brasil, enquanto o segundo, embora tenha torcido para que Carlo Ancelotti — pai de Davide — fosse o escolhido, deixou claro que preferiria um brasileiro no comando. "Eu sempre disse que eu não gosto de treinadores estrangeiros no meu país, e isso serve para o Mancini, que é o presidente [da Federação Brasileira de Treinadores]. Estou falando aqui na frente da nossa casa. Antes eu falava que eu não suportava, não suportaria treinadores [estrangeiros]. Você sabe que eu já falei isso, né, Zé [Mário, ex-jogador e ex-treinador presente ao evento]? Você sabe que eu já falei isso e não mudo. Não mudo a minha opinião. Mas tenho que ser inteligente o suficiente pra dizer que isso tudo tem um culpado. Nós. Nós, treinadores, somos culpados da invasão de outros treinadores que não têm nada a ver com isso", declarou Leão.
Já Oswaldo de Oliveira foi direto: "Eu não queria treinador estrangeiro, mas não tinha jeito, se tivesse que ser, que fosse esse senhor. Torci para ser esse senhor [Carlo Ancelotti]. Depois que ele for embora, campeão do mundo, que venha um brasileiro." Apesar das polêmicas, Davide manteve a postura serena e destacou a importância da integração no futebol moderno, reforçando que o debate sobre nacionalidade de técnicos já está ultrapassado.
