O jornalista Thales Machado, em sua newsletter “Que Jogo é Esse”, publicada em “O Globo”, levantou um alerta sobre a crescente influência do presidente do Botafogo associativo, João Paulo Magalhães Lins, nas decisões do futebol do clube, especialmente durante o período de transição para a SAF. Embora reconheça o papel crucial do dirigente em momentos de crise, Machado questiona o aumento de sua protagonismo na gestão esportiva.
A discussão ganhou corpo após João Paulo defender a contratação de Thiago Alves como gerente de futebol, minimizando as críticas com a declaração "chiem o que quiserem". O jornalista compara a situação a um bombeiro que apaga um incêndio, ganhando crédito, mas não se tornando automaticamente um arquiteto para a reconstrução.
Machado aponta que nomes que já trabalharam com João Paulo no Boavista, como Thiago Alves, Marcelo Salles e Ronaldo Torres, além da tentativa de trazer Paulo Bonamigo, têm surgido em posições de decisão no Botafogo. Isso levanta um debate sobre o papel ideal do clube associativo na nova estrutura da SAF, que deveria se concentrar na fiscalização dos investidores, proteção do patrimônio e preservação da identidade institucional, sem se confundir com a administração cotidiana do futebol.
"Quando esse fiscalizador passa a administrar informalmente o futebol, porém, perde parte da independência necessária para cobrar quem administra", ressaltou o jornalista. A declaração de João Paulo sobre as críticas também foi analisada, com Thales Machado argumentando que o Botafogo não deve trocar um modelo centralizado por outro dependente de decisões pessoais, mas sim construir uma estrutura profissional com funções e processos bem definidos, especialmente com a negociação em andamento para a entrada de investidores liderados por Gabriel de Alba.




