O fundo americano GDA Luma, apontado como um dos potenciais interessados na aquisição da SAF do Botafogo, encontra-se agora sob o escrutínio da Justiça dos Estados Unidos. Uma acusação formal foi protocolada no Tribunal de Falências de Nova York, alegando que o grupo participou de uma operação que teria gerado um prejuízo de US$ 40 milhões (equivalente a cerca de R$ 204 milhões) durante o processo de recuperação judicial da financeira colombiana Credivalores.
A ação foi movida pelo administrador judicial da Credivalores e também inclui como réus os fundos Gramercy e ACON. Segundo o processo, os fundos teriam orquestrado a transferência de carteiras de crédito consignado da Credivalores para o banco Ban100 sem o devido pagamento em dinheiro. Essas carteiras eram parte essencial das garantias oferecidas aos credores durante a recuperação judicial da companhia, e a operação, na avaliação do administrador judicial, teria esvaziado o patrimônio da empresa, lesando os credores. Por isso, a ação busca a anulação das transações, a devolução dos ativos e a responsabilização dos gestores e fundos envolvidos por suposta fraude e violação do dever fiduciário.
Embora o caso ganhe destaque entre os torcedores do Botafogo devido ao interesse da GDA Luma na SAF alvinegra, é crucial ressaltar que as acusações na Justiça norte-americana não possuem relação direta com o clube carioca ou com qualquer negociação envolvendo a SAF. Até o momento, não há informações de que este processo tenha alterado oficialmente o cenário de uma eventual negociação com o Botafogo, e a GDA Luma ainda não se manifestou publicamente sobre as alegações.
O próximo passo será o andamento do processo no Tribunal de Falências de Nova York, onde os pedidos apresentados pelo administrador judicial da Credivalores serão analisados. Novos desdobramentos poderão, eventualmente, influenciar a percepção sobre o fundo, mas, por enquanto, as acusações ainda dependem de apreciação e decisão da Justiça.



