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Raphael Rezende elogia Brunno Noce e recorda emoção ao ser campeão da Libertadores: 'Achei que torcedor do Botafogo nunca conseguiria viver esse título'

Raphael Rezende elogia Brunno Noce e recorda emoção ao ser campeão da Libertadores: 'Achei que torcedor do Botafogo nunca conseguiria viver esse título'

Raphael Rezende, ex-coordenador de scout do Botafogo e peça fundamental na construção do elenco vitorioso que conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro em 2024, fez questão de elogiar o trabalho de Brunno Noce, atual head scout do clube. Rezende, que deixou o Glorioso em 2025, mantém proximidade com os profissionais e destacou a competência e dedicação de Noce.

"De maneira geral, scout mesmo, ou o head scout mesmo, o cabeça do setor, é uma área que trabalha meio que na sombra. Ela não aparece tanto assim em questão a visibilidade, talvez fosse o maior desafio do que foi a minha mudança. Porque antes era visibilidade extrema. Mas sobre o Brunno, cara, é competência, parte técnica muito aguçada, é a capacidade de eleger bons nomes, de trabalhar com afinco para isso. É um cara especial. Os anos foram muito tranquilos de convivência por ter uma pessoa como ele lado a lado no dia a dia", declarou Rezende em entrevista ao canal "Resenha com TF".

A conquista da Glória Eterna pelo Botafogo, para Raphael Rezende, foi um turbilhão de sentimentos. Ele confessou que, por muito tempo, acreditou que o torcedor alvinegro jamais experimentaria a alegria de levantar a taça da Libertadores. "Eu achava, eu vou morrer e o Botafogo não vai ser campeão da Libertadores", revelou, descrevendo a experiência de ter participado ativamente para que o sonho se tornasse realidade como "um bombardeio de sentimentos lá, foi um negócio de louco. Não sei nem explicar". A identificação com o clube, a família botafoguense e a própria paixão pelo futebol tornaram o momento ainda mais especial e difícil de replicar.

Rezende também refletiu sobre a transição da carreira de comentarista para a de profissional de clube. Ele ressaltou a importância de sua bagagem anterior, que trouxe uma visão mais analítica e distanciada, complementando a necessidade de paixão e entrega exigida pelo futebol profissional. "O futebol de clube, pelo contrário, independentemente de time de coração, mas por estar vivenciando o dia a dia do clube e buscar a vitória acima de qualquer outra coisa, ele demanda um pouco mais de paixão, digamos assim, de emoção, de envolvimento. E eu acho que esse foi o principal desafio", pontuou, destacando a diferença fundamental entre analisar um jogo e vivenciá-lo com a responsabilidade de buscar a vitória.

Ler na fonte original (FogãoNET)