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Luís Castro revela previsão de Textor em 2022 sobre título da Libertadores, explica saída do Botafogo e diz: 'Somos lembrados pela construção'

Luís Castro revela previsão de Textor em 2022 sobre título da Libertadores, explica saída do Botafogo e diz: 'Somos lembrados pela construção'

Em entrevista ao Canal do Duda Garbi, o técnico Luís Castro, atualmente no Grêmio, relembrou os bastidores de sua passagem pelo Botafogo, onde foi o primeiro comandante na era SAF. O treinador português revelou que, logo no primeiro contato em 2022, John Textor já projetava a conquista da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em um prazo de três anos. Segundo Castro, a visão do empresário era clara: o primeiro ano seria de construção, o segundo de aproximação dos títulos e o terceiro de consagração, plano que, segundo o técnico, acabou se concretizando.

O treinador detalhou as dificuldades estruturais enfrentadas no início do projeto, destacando a ausência de um centro de treinamento adequado e a necessidade de improvisar locais de treino, como o campo anexo ao Nilton Santos e o Lonier. Luís Castro enfatizou que, apesar da falta de vestiários e refeitórios, havia um forte comprometimento coletivo para instalar uma mentalidade vencedora em um clube que vinha de traumas recentes. "Nós não somos lembrados no Botafogo pelos títulos. O Artur Jorge será lembrado pelos títulos. Nós somos lembrados pela construção", ponderou o português.

Sobre sua saída polêmica para o Al-Nassr em 2023, enquanto o time liderava o Brasileirão, Castro defendeu a lisura do processo. Ele afirmou que houve acordo com John Textor e com a administração do clube, negando que tenha sido abordado diretamente por Cristiano Ronaldo, embora reconheça a influência positiva do craque no processo. O técnico lamentou a forma como a mídia conduziu a notícia, alegando que a exposição excessiva descontrolou a narrativa de uma saída que ele gostaria que fosse compreendida por todos.

Ao final, Luís Castro reafirmou o carinho e a boa relação que mantém com os funcionários e a instituição, citando mensagens de apoio que ainda recebe. Para o treinador, a oportunidade de trabalhar com uma referência mundial como Cristiano Ronaldo era um desejo pessoal, mas ressaltou que a base construída no Botafogo foi fundamental para que o clube pudesse alcançar os patamares atuais.

Ler na fonte original (FogãoNET)