O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, manifestou forte descontentamento com as declarações de John Textor, investidor do Botafogo. Em reunião na CBF nesta segunda-feira (6/4/26), Pedrinho utilizou as falas de Textor como argumento para questionar a viabilidade de uma liga única de clubes no futebol brasileiro.
"Os clubes hoje, de forma pessoal, sou muito verdadeiro e não me importo com a consequência dessa minha fala, não têm estrutura para fazer uma liga. Por diversos aspectos", declarou Pedrinho ao GE. Ele ressaltou que a diferença entre clubes vai além do campo esportivo e financeiro, citando a situação do Botafogo como um exemplo de "dano imenso" causado por um investidor, sem que outros clubes se prontifiquem a ajudar. "Isso já não é mais desportiva, já não é mais receita, é um clube que pode causar em uma massa falida. São meus adversários, não meus inimigos", completou.
O mandatário vascaíno criticou diretamente a postura de John Textor, afirmando que o empresário "desrespeita o Vasco da Gama" com seus comentários sobre a situação do Botafogo. "Ele não sabe o que é o Vasco para brincar com certas frases. Tenho muito respeito ao Botafogo e seus torcedores. Crianças, adultos, idosos, por isso minha solidariedade ao clube e ao João Paulo (presidente do Botafogo)", disse Pedrinho.
Em um gesto que demonstra a rivalidade sadia, Pedrinho se colocou à disposição para ajudar o presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, caso o clube social precise de auxílio. "Se o Botafogo entrar em uma massa falida e João Paulo precisar de ajuda eu me coloco à disposição para contribuir com o que puder. O posicionamento dele (Textor) é de bravata, de gestores que por muito tempo fizeram parte do futebol para agradar o torcedor e não faz parte do meu caráter. Ele tem que respeitar muito o Vasco da Gama pela forma que ele está brincando. Por isso que não acredito na liga, não temos o companheirismo", concluiu.
