John Textor, acionista majoritário da SAF do Botafogo, permanece no Brasil há dez dias, em uma estadia que já é considerada a mais longa desde sua chegada. Segundo informações do jornalista Bernardo Gentile, do canal "Arena Alvinegra", o dirigente tem se dedicado intensamente às questões do clube, trabalhando desde cedo até tarde da noite. No entanto, essa dedicação coincide com um distanciamento na relação com o CEO Thairo Arruda, que teria se tornado "arranhada".
Gentile, que obteve as informações de fontes próximas a Textor, destaca que o acionista está ativamente envolvido em diversas áreas do clube, incluindo a negociação do transfer ban com a MLS. Apesar de o trâmite já ter avançado, ainda há detalhes a serem resolvidos com advogados de ambos os lados. A ausência de Thairo Arruda em grande parte dessas negociações sugere uma mudança na dinâmica interna do Botafogo.
A relação entre Textor e Thairo Arruda, que antes era mais próxima, parece ter se deteriorado. O jornalista não sabe se essa situação terá uma solução a médio prazo, mas aponta que Textor tem assumido um papel mais direto na tomada de decisões, antes delegado a Thairo. "A gente vê que a relação não é a mesma. O Textor está assinando tudo que tem que assinar e não está precisando do Thairo para praticamente nada", declarou Gentile.
Além do transfer ban, Textor tem se dedicado a outras questões importantes do clube, como a preparação para a inscrição de jogadores na Libertadores e a busca por reforços para a temporada. A avaliação interna de Martín Anselmi é positiva, e o clube não pretende mais vender jogadores. A prioridade agora é quitar o transfer ban e fortalecer o elenco para a competição continental.
A situação entre Textor e Thairo Arruda levanta questionamentos sobre a gestão do Botafogo e a divisão de responsabilidades dentro da SAF. A relação tensa entre os dois pode ter implicações para o futuro do clube, especialmente em um momento crucial para a construção de um projeto vitorioso.
