O técnico Tite detalhou a organização de sua comissão técnica no Botafogo, que conta com três auxiliares: seu filho Matheus Bachi, Rodrigo Bellão e Marcelo Salles. Ao site “GE”, o comandante alvinegro explicou a filosofia por trás da formação de sua equipe e como as funções são distribuídas.
"Eu procuro sempre potencializar os bons que aqui já estão", afirmou Tite, ressaltando a importância de aproveitar os profissionais já presentes no clube. Ele destacou as qualidades de cada um de seus assistentes. "O Matheus é o meu auxiliar que mais conhece de futebol dentro daquilo que eu imagino e penso. É jovem, acadêmico. O Bellão, da mesma forma: jovem, acadêmico, com 'perna' (vivência) e com tecnologia por trás. O Marcelo (Fera), idem", explicou.
Na prática, Tite é o principal responsável pela definição do modelo de jogo e das estratégias gerais. No entanto, a divisão de tarefas ocorre de acordo com as diferentes fases da partida. "Nós nos integramos nas diferentes fases: ofensiva, defensiva, construção e bola parada", disse o treinador. Ele determina as situações a serem trabalhadas, e a equipe se distribui para executá-las, com flexibilidade nas responsabilidades.
"Por vezes, modificamos quem vai fazer a parte ofensiva, a iniciação ou a bola parada. Isso para que haja sempre sintonia e para que todos saibamos as funções e os posicionamentos de cada um", completou Tite. Como exemplo, ele citou a estreia contra o Mirassol, quando Rodrigo Bellão esteve no comando das bolas paradas, com Tite se afastando momentaneamente para permitir que o auxiliar fizesse os ajustes necessários. Em outros momentos, a integração entre Tite, Matheus e Bellão se intensifica nas conversas.




