John Textor, controlador da SAF do Botafogo, rebateu nesta quinta-feira (4/12) as acusações do jornal francês L’Équipe sobre supostas 'transferências fantasmas' envolvendo jogadores do Alvinegro e o Lyon. Em um longo comunicado, Textor garantiu que não há irregularidades contábeis e detalhou os valores envolvidos nas negociações. Segundo ele, o Botafogo transferiu € 146 milhões para o Lyon, sendo € 80 milhões referentes à venda de jogadores como Luiz Henrique e Igor Jesus. O clube francês, por sua vez, devolveu € 42 milhões, mantendo um saldo devedor de cerca de € 35 milhões.
O empresário norte-americano criticou a DNCG (Direção Nacional de Controle e Gestão) por vetar a inscrição de atletas do Botafogo no Lyon, alegando que a decisão foi controversa e politicamente motivada. Textor afirmou que os direitos dos jogadores nunca foram transferidos de volta ao Alvinegro e que o Lyon reteve os direitos econômicos sobre futuras vendas. Ele também destacou que as transações foram benéficas para ambos os clubes, ajudando o Lyon a sair da última colocação e o Botafogo a conquistar títulos importantes.
No comunicado, Textor ainda criticou a imprensa francesa por propagar desinformação e ressaltou que o Lyon é atualmente um clube sustentável, com apoio financeiro da Eagle Football. Ele questionou a decisão da DNCG de impor sanções retroativas e afirmou que o objetivo da organização seria regular a concorrência, em vez de garantir a saúde financeira dos clubes. O controlador do Botafogo também destacou que o Lyon estava insolvente no final de 2022 e que, sob sua gestão, o clube retornou às competições europeias e atingiu a sustentabilidade financeira.
Textor encerrou o comunicado reafirmando seu amor pela França e por Lyon, agradecendo ao apoio dos torcedores e expressando esperança de que o clube possa seguir em frente após o episódio. Ele também mencionou que a Eagle Football investiu quase € 300 milhões no Lyon em apenas dois anos e que a decisão de rebaixamento administrativo foi injusta e mal fundamentada.
