Em uma entrevista contundente à "Itatiaia", o ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor, declarou guerra a diversos ex-parceiros e ao próprio clube social, prometendo uma luta incansável para reaver o que considera seu. Textor alega ser o proprietário das ações da SAF, pois o pagamento nunca foi efetuado, e se mostra determinado a provar isso na justiça.
"Eu sou o proprietário das ações. Está claro nos documentos que nunca recebi o pagamento pelas ações", afirmou Textor, criticando a forma como disputas entre credores e outros investidores, como Michele Kang, recorrem aos documentos para definir o controle. Ele também fez um apelo ao clube social: "Quanto mais cedo o clube social perceber isso, melhor para o clube. Porque esse jogo que está sendo feito, em que eles divulgam informações dizendo: ‘Graças a Deus, a GDA, o credor, está perto, está perto’… Isso precisa parar porque eu sou a única pessoa que trouxe capital de verdade, muito capital, capital saudável".
O empresário americano também expressou o desejo de contar com a parceria de Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis, citando seus históricos de sucesso em clubes como Rio Ave, Olympiacos e Nottingham Forest como um "time dos sonhos" para o Botafogo. Textor criticou veementemente a política interna do clube social e a gestão da liga brasileira, que ele considera "pior administrada do planeta", alertando que a forma como os investidores são tratados pode afastar futuros aportes no futebol nacional.
Textor detalhou momentos em que o clube social teria bloqueado a entrada de capital, citando uma reunião secreta antes de um jogo contra o Cruzeiro, onde foi votada a entrega das ações e a colocação do clube em recuperação judicial, algo que, segundo ele, impediu a entrada de mais de US$ 65 milhões. Ele também direcionou críticas à mídia e a influenciadores, acusando-os de disseminar narrativas falsas e de se curvarem à pressão de "multidões furiosas" nas redes sociais, o que, em sua visão, prejudica a percepção pública e a tomada de decisões.
O empresário também lamentou ter se associado a figuras como Michele Kang e a Ares, um fundo esportivo sem experiência no Brasil, e a Gabriel de Alba (GDA), a quem acusou de pensar apenas em dinheiro. "Você conquista campeonatos por amor. Você não conquista campeonatos porque quer ganhar dinheiro", disse Textor, ressaltando a importância de ter parceiros com paixão e ambição pelo clube, como ele acredita que Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis representam. "Eu não vou parar de lutar. Vou continuar lutando, ficar no Brasil até morrer. Vou ficar no Botafogo por ainda mais tempo", concluiu.




