A disputa pelo controle administrativo da SAF do Botafogo ganhou novos e complexos desdobramentos nesta quinta-feira (4). Após já ter ingressado com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro no final de maio, John Textor decidiu expandir a batalha jurídica e acionou a Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, em um movimento estratégico que pode definir o futuro da gestão alvinegra.
No processo movido contra a Eagle Bidco, o empresário norte-americano solicita que a justiça americana reconheça que ele permanece como o proprietário de 90% das ações da SAF. O argumento central de Textor é que a negociação com a Eagle/Ares não foi finalizada de forma definitiva, alegando que não recebeu aproximadamente R$ 150,3 milhões previstos no acordo firmado entre as partes.
Para o investidor, a ausência desse pagamento impede a transferência efetiva das ações, motivo pelo qual ele busca agora uma declaração judicial que valide sua condição de controlador da operação. O imbróglio jurídico acontece em um momento de alta tensão nos bastidores de General Severiano, especialmente diante das discussões sobre a venda da SAF e a definição de quem comandará o clube.
Outro ponto relevante citado no processo é a menção ao grupo GDA Luma, apontado por Textor como o favorito indicado pela própria SAF para assumir o controle das ações. O grupo já vem sendo monitorado há meses como o principal interessado na aquisição, mantendo-se como protagonista nas negociações sobre o destino administrativo do Glorioso.
Enquanto as ações tramitam simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, o Botafogo acompanha atentamente cada passo do processo. A definição final sobre a titularidade do controle da SAF é crucial, pois poderá acarretar mudanças significativas nos rumos financeiros, administrativos e esportivos do clube nos próximos anos.
