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Donizete reclama de recuperação judicial do Botafogo: 'Um juiz aceitar isso é porque não tem mãe, é um vagabundo. Vou esperar mais 150 anos para receber'

Donizete reclama de recuperação judicial do Botafogo: 'Um juiz aceitar isso é porque não tem mãe, é um vagabundo. Vou esperar mais 150 anos para receber'

O ex-jogador Donizete, ídolo e campeão pelo Botafogo, manifestou profunda insatisfação com a notícia de que o clube alvinegro caminha para um processo de recuperação judicial. Em entrevista ao "Charla Podcast", o ex-atacante teceu críticas contundentes à Justiça e à gestão atual, expressando o temor de que a demora no recebimento de valores devidos se estenda por décadas.

Donizete relatou que ainda não recebeu integralmente o que lhe é devido pelo clube, mesmo após anos de espera. Ele expressou revolta com a possibilidade de um juiz aceitar o pedido de recuperação judicial, classificando tal ato como um absurdo. "Se um juiz aceitar isso, ele não tem mãe, é um vagabundo", declarou o ex-atleta, visivelmente chateado. Ele lamentou que pessoas que "ralaram para caralho durante a vida toda" pelo Botafogo possam ter seus direitos preteridos em favor de novas gestões.

O Pantera detalhou que, em pagamentos anteriores, recebeu valores sem juros e parcelados, o que, segundo ele, prejudicou seu planejamento financeiro e investimentos. A perspectiva de uma recuperação judicial, para Donizete, significa um novo e longo período de espera, que pode se estender por "mais 150 anos", comprometendo o futuro de seus filhos e netos. "Vou esperar mais 150 anos para receber. Pô, meus filhos vão morrer. Meus netos, não sei se vão ficar aí e o Botafogo não me pagou", desabafou.

Além das críticas à situação financeira e judicial, Donizete também compartilhou uma visão pessimista sobre o meio do futebol, descrevendo-o como "muito sujo" e repleto de "vagabundos". Ele ressaltou que, apesar de haver poucas pessoas boas e honestas, a mágoa e a vaidade predominam, levando muitos a se distanciarem de quem um dia foram amigos. O ex-jogador reafirmou que o Botafogo ainda lhe deve, mas que mantém um bom relacionamento com figuras como Carlos Augusto Montenegro e João Paulo Magalhães Lins, que o auxiliam em momentos de necessidade, embora ele prefira ser pago pelo que lhe é devido.

Ler na fonte original (FogãoNET)