O canal "Glorioso Play", através de seu apresentador Thiago Grachet, trouxe à tona detalhes sobre o rompimento entre John Textor e Gabriel de Alba, da GDA Luma, que culminou na iminente saída do empresário norte-americano da SAF do Botafogo. Segundo a apuração, a alegação de traição por parte de Textor não encontra respaldo nos fatos.
Grachet explicou que a aproximação inicial entre Textor e Gabriel de Alba não se tratava de uma amizade de infância, como chegou a ser ventilado, mas sim de uma relação de negócios. Textor teria procurado Gabriel de Alba para um empréstimo, que posteriormente seria convertido em participação acionária na SAF. "O Textor foi lá, bateu na porta do Gabriel de Alba e falou: ‘Cara, estou precisando de um empréstimo, só que não é um empréstimo, você entra comigo no negócio, vou te dar um pedaço lá das ações e, a partir disso, a gente vai tocando o negócio junto’", relatou o jornalista.
No entanto, após o recebimento do dinheiro, estimado em US$ 25 milhões, Textor teria se distanciado, deixando Gabriel de Alba sem retorno. "Ele simplesmente pegou o dinheiro e sumiu", afirmou Grachet, desmistificando a ideia de uma amizade profunda. A partir desse cenário, Gabriel de Alba teria buscado uma negociação direta com o Botafogo, representada pelo presidente João Paulo. "Gabriel de Alba, sabendo que o presidente João Paulo queria se aproximar da GDA, mandou um recado, pegou o telefone e: ‘Olha, vamos sentar e conversar. Quero negociar com o Botafogo, mas sem o Textor’", detalhou o apresentador.
"O fato é que não houve traição. O Botafogo não foi lá, ‘deixa ele chegar, deixa ele trazer o Gabriel de Alba.’ O Gabriel de Alba não se aproximou do Botafogo no interesse de tirar o Textor. Não. O Textor simplesmente pegou US$ 25 milhões do cara e sumiu, não atendeu mais", concluiu Grachet, reforçando que a iniciativa de negociar diretamente com o clube partiu de Gabriel de Alba, que já figurava como credor do Botafogo. A expectativa é que a GDA Luma realize o primeiro aporte de US$ 25 milhões na próxima semana.
Enquanto isso, John Textor mantém sua posição de ser o controlador de 90% da SAF e contesta judicialmente a venda de ações para a GDA Luma, com ações movidas no Brasil e nos Estados Unidos.
