A diretoria do Palmeiras demonstra cautela na oficialização da contratação do zagueiro Alexander Barboza, do Botafogo, mantendo a negociação em compasso de espera até a assinatura do contrato. A postura se deve ao receio de uma repetição do que ocorreu na negociação com Claudinho, em janeiro de 2025, quando o clube paulista viu o negócio escapar em último momento.
Na ocasião, o Palmeiras estava próximo de um acordo com o meia-atacante, então no Zenit, chegando a trocar minutas contratuais. No entanto, o Al-Sadd, do Catar, interveio e fechou a contratação, pegando a presidente Leila Pereira de surpresa. "Nas últimas horas, enquanto já trocávamos minutas contratuais com o Zenit, fomos surpreendidos por uma ligação do representante do atleta dizendo que houve uma mudança de planos", declarou a dirigente na época, ressaltando que "nenhum atleta é maior do que a Sociedade Esportiva Palmeiras".
A hesitação do Palmeiras em cravar a chegada de Barboza também está ligada à instabilidade política vivenciada pelo Botafogo. Segundo informações da "ESPN", as negociações foram iniciadas com John Textor, mas o empresário foi afastado do comando da SAF do Glorioso, com a gestão do futebol alvinegro agora sob responsabilidade de Durcesio Mello. Essa conjuntura interna do clube carioca adiciona um elemento de incerteza ao processo de transferência.
