O Botafogo entrou com ações judiciais contra o Olympique Lyonnais, cobrando uma dívida que ultrapassa os R$ 745 milhões. A medida, anunciada em nota oficial neste sábado, é resultado de divergências financeiras após o rompimento do acordo de colaboração entre o clube carioca e o Lyon, ambos integrados ao Grupo Eagle, liderado por John Textor.
Os valores em questão foram transferidos pelo Botafogo ao clube francês a título de empréstimos, em um período em que o modelo de gestão financeira unificada do grupo ainda estava em vigor. Com a crise societária no Eagle, esse modelo foi descontinuado, levando o Alvinegro a buscar o ressarcimento dos valores emprestados. A SAF do Botafogo afirma que tomará “todas as medidas legais cabíveis para recuperar integralmente os valores devidos” e assegurar a continuidade do projeto esportivo.
De acordo com a nota, o Botafogo realizou aportes financeiros sucessivos ao Lyon, totalizando mais de R$ 745 milhões, com a expectativa de reembolso em condições previamente estabelecidas. A quebra do acordo de colaboração, por parte da nova presidente do Lyon, resultou na recusa do pagamento da dívida, impactando diretamente o planejamento financeiro do Botafogo e culminando, inclusive, na aplicação de um transfer ban pela FIFA no final de 2025.
O clube carioca ressalta que a colaboração com o Lyon, sob o comando de John Textor, teve um impacto positivo para ambas as partes. O Botafogo conquistou títulos históricos, como a CONMEBOL Libertadores e o Campeonato Brasileiro de 2024, enquanto o Lyon evitou o rebaixamento e se classificou para a Liga Europa. Apesar dos benefícios mútuos, a inadimplência do clube francês agora coloca em risco a solidez do projeto alvinegro, motivando a ação judicial.
