John Textor e a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo responderam a um pedido de esclarecimentos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e formalizaram um pedido para o fim do bloqueio de ações. A decisão judicial, proferida pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, exigia que Textor detalhasse possíveis atos como alienação de ativos, distribuição de dividendos e despesas extraordinárias, além de proibir a venda de ativos do clube, incluindo jogadores. Essa medida impediu a recente transferência de Danilo e Álvaro Montoro para o Nottingham Forest.
Diante do despacho, a direção do Botafogo, em conjunto com Textor, busca a revogação dos bloqueios em até cinco dias. A iniciativa visa permitir a aprovação de um aporte financeiro de US$ 50 milhões, com a colaboração de novos investidores, destinado ao pagamento de despesas urgentes, como o transfer ban imposto ao clube. A janela de transferências europeia, que impacta diretamente as finanças do Botafogo, fechou recentemente, intensificando a urgência da situação.
O pedido de esclarecimentos do desembargador surgiu após uma ação movida pelo Botafogo associativo, que buscava maior transparência nas decisões da SAF. A medida judicial, embora visando proteger os interesses do clube, gerou dificuldades operacionais e financeiras para a gestão de John Textor. A expectativa é que a resolução do impasse judicial permita ao Botafogo reforçar seu elenco e enfrentar os desafios da temporada com maior segurança financeira.
Em meio à negociação com o associativo para a aprovação do aporte, Textor tem demonstrado apoio à gestão do clube, elogiando as lideranças do Botafogo social pela compreensão da complexa estrutura da SAF e pelo compromisso com a proteção do patrimônio alvinegro. A resolução do bloqueio de ações é vista como um passo crucial para a estabilidade financeira do Botafogo e para a concretização de projetos de longo prazo.
