Um grupo expressivo de 18 clubes do futebol brasileiro, abrangendo as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, formalizou um pedido para ingressar como parte interessada em um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação judicial visa contestar a decisão do Governo Federal de proibir as apostas esportivas (bets).
O movimento, que inicialmente teve o Flamengo como pioneiro em uma solicitação individual, agora conta com a adesão de mais 17 agremiações. Além do Botafogo, figuram na lista: América-MG, Athletic, Atlético-GO, Avaí, Botafogo-SP, Ceará, Chapecoense, CRB, Criciúma, Cruzeiro, Fluminense, Goiás, Juventude, Mirassol, Novorizontino e Vila Nova.
Paralelamente à iniciativa dos clubes, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) também buscou o STF, solicitando urgência na análise dos recursos. A entidade almeja uma decisão antes da entrada em vigor da Medida Provisória, prevista para o dia 5 de outubro.
A ANJL argumenta que os impactos da proibição vão muito além do futebol, afetando diretamente diversas outras entidades e projetos sociais. "A interrupção desse fluxo, portanto, não produz um efeito setorial isolado: atinge imediatamente instituições esportivas, projetos sociais e estruturas de interesse público que passaram a contar com esses recursos, criando consequências concretas para sua capacidade de financiamento e continuidade de atividades. Além de interromper as destinações públicas para saúde, segurança, seguridade social, esporte e turismo", detalha a ação protocolada, que também cita o Comitê Olímpico Brasileiro, o Comitê Paralímpico Brasileiro, o Comitê Brasileiro de Clubes, entidades de esporte universitário e escolar, entre outras.




