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Artur Jorge revela bastidores emocionante de título do Botafogo

Artur Jorge revela bastidores emocionante de título do Botafogo

O ex-comandante do Botafogo, Artur Jorge, revisitou um dos momentos mais cruciais e emocionantes da história recente do clube: a conquista inédita da Libertadores em 2024. Em entrevista ao "Charla Podcast", o treinador português, que agora dirige o Cruzeiro, compartilhou detalhes sobre como a equipe lidou com a adversidade da expulsão de Gregore logo no início da final contra o Atlético-MG, uma partida que terminou com a vitória alvinegra por 3 a 1 em Buenos Aires.

A expulsão precoce de Gregore forçou uma reestruturação tática imediata. Embora Danilo Barbosa estivesse pronto para entrar, Artur Jorge optou por reorganizar as posições dos jogadores já em campo. "Obviamente que nós ficamos também a tentar perceber o que é que o adversário ia fazer, e o adversário por exemplo não abdicou dos três zagueiros, o que nos ajudou também", comentou o técnico. A primeira reação foi de apreensão, com o pensamento de que todo o esforço para chegar à decisão poderia ser em vão: "Pensamos 'estamos perdidos, tanto trabalho, tantas lutas enormíssimas e gigantescas para conseguir chegar àquele ponto e do nada parece que tudo tinha desabado".

A solução encontrada envolveu mudanças de função, com Marlon Freitas recuando, Savarino atuando mais próximo do meio-campo, e Thiago Almada e Luiz Henrique aumentando sua contribuição defensiva. Artur Jorge ressaltou a força mental de seus atletas: "Só se consegue com os jogadores de uma fibra diferente, só se consegue com os jogadores de uma alma e de um coração maior". A equipe conseguiu suportar a pressão inicial do adversário, que buscava explorar a vantagem numérica, e gradualmente passou a acreditar na vitória, impulsionada pelos gols de Luiz Henrique e Alex Telles ainda no primeiro tempo.

O treinador também explicou a decisão de não sacrificar um jogador ofensivo para recompor o meio-campo: "É porque nós não podíamos abdicar de tanto talento e compromisso na frente, porque precisávamos marcar gol, nós tínhamos que ganhar o jogo". Apesar de transmitir calma aos jogadores, Artur Jorge admitiu a tensão vivida durante a partida: "Tinha um coração de 170 pulsações e procurava ter uma cabeça mais fria para poder controlar essa emocionalidade". A vitória foi selada com o gol de Júnior Santos nos acréscimos, após o Atlético-MG ter diminuído o placar, garantindo a primeira Libertadores para o Botafogo.

Ao apito final, a tensão deu lugar ao esgotamento e à celebração: "É desabar. Aí não tens como. É desabar, é cair tudo por terra. […] A energia desapareceu". A conquista transformou Artur Jorge e aquele elenco em lendas do clube, eternizados na glória da Copa Libertadores.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)