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Artur Jorge faz relato emocionante de título da Libertadores pelo Botafogo: 'Só se consegue com jogadores de alma e coração maior'

Artur Jorge faz relato emocionante de título da Libertadores pelo Botafogo: 'Só se consegue com jogadores de alma e coração maior'

O técnico Artur Jorge, hoje comandando o Cruzeiro, revisitou um dos momentos mais gloriosos da história recente do Botafogo: a conquista da Copa Libertadores da América em 2024. Em entrevista ao "Charla Podcast", o treinador compartilhou detalhes emocionantes sobre a campanha e, em especial, sobre a decisão contra o Atlético-MG em Buenos Aires, que se tornou um marco de superação e entrega.

A final tomou um contorno dramático logo no início, com a expulsão do volante Gregore com apenas 30 segundos de jogo. A decisão de não alterar a formação tática inicial foi um dos momentos mais cruciais. "Não, não foi", respondeu Artur Jorge sobre ser a decisão mais difícil de sua vida, citando a postura do adversário e a rápida adaptação da equipe. "Aquilo que conversamos enquanto equipe técnica, naquele momento era tentar adaptar o plano aos jogadores que tínhamos dentro de campo. E aí vem aquilo que eu já o disse muitas vezes, só se consegue com os jogadores de uma fibra diferente, só se consegue com os jogadores de uma alma e de um coração maior", destacou o comandante.

Artur Jorge elogiou a capacidade de adaptação de seus atletas. Jogadores como Marlon Freitas, que teve que recuar para a linha de zaga, Savarino, que assumiu a função de segundo volante, e os pontas Thiago Almada e Luiz Henrique, que demonstraram um empenho defensivo impressionante, foram fundamentais. "Aqueles que tiveram que mudar de posição ou pelo menos ajustar... E os dois extremos... defenderam como eles defenderam, foi uma forma impressionante para mim que quando estou e vejo e desfruto daquilo que os dois estão a fazer, aquilo veio-me e encheu-me a alma por aquilo que foi feito enquanto trabalho. Não de talento puro e duro, que são os dois, mas de trabalho, empenho e dedicação à causa da equipe", exaltou.

O gol de Luiz Henrique foi o ponto de virada, mas a equipe já demonstrava resiliência nos minutos iniciais. "Nós somos muito preventivos, mas depois durante o jogo somos e temos que ser muitas vezes reativos. E nessa circunstância muito mais. Vimos uma equipe que se foi aguentando e que foi mostrando a tal personalidade. Os valores estavam lá, todos os valores de compromisso, de seriedade, de personalidade, estavam lá", relembrou Artur Jorge. A partir daí, o Botafogo cresceu, marcou o segundo gol e controlou a partida, impedindo o adversário de criar oportunidades claras.

Sobre a escolha de não recompor o meio-campo com um jogador mais defensivo após a expulsão, Artur Jorge explicou a necessidade de manter o poder de fogo para buscar a vitória. "É porque nós não podíamos abdicar de tanto talento e compromisso na frente, porque precisávamos marcar gol, nós tínhamos que ganhar o jogo." Ele também descreveu a intensa carga emocional do momento, buscando manter a racionalidade para tomar as melhores decisões. Ao apito final, a emoção tomou conta: "É desabar. Aí não tens como. É desabar, é cair tudo por terra. Aí não tens como. Concretização. Não digo desabar de uma forma física. Porque é perderes a força toda que tens."

Ler na fonte original (FogãoNET)