O Botafogo se vê envolvido em uma nova disputa societária, desta vez na Europa, com o empresário John Textor. Após contestar a aquisição do clube belga RWDM Brussels por Thierry Dailly, anunciada no último sábado (2), Textor afirmou em nota oficial que a SAF alvinegra faz parte da estrutura acionária do clube europeu. Com isso, ele questiona a legalidade da transferência de controle, argumentando que a Eagle Bidco, administrada pela Cork Gully, não detinha a participação majoritária necessária para concluir a venda.
Segundo a versão de Textor, o RWDM passou por dois aumentos de capital nos últimos anos. O primeiro, em 2023, foi financiado por ele próprio. Já o segundo, em 2024, contou com recursos de clubes ligados à Eagle Football, incluindo o Olympique Lyonnais e a própria SAF do Botafogo. Essa injeção de capital, de acordo com o empresário, alterou a composição acionária do clube belga, impedindo que a Eagle Bidco fosse a acionista majoritária e, consequentemente, que pudesse realizar a transação de 100% das ações com Thierry Dailly.
Textor também declarou que não reconhece a assembleia que teria aprovado a mudança de controle do RWDM. Ele alega que Thierry Dailly não apresentou documentação que comprovasse o aumento de sua participação acionária nem atendeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela administração do clube. Diante disso, o empresário assegura que o conselho do RWDM continuará exercendo suas funções até que haja provas documentais definitivas sobre a eventual mudança de controle.
É importante ressaltar que estas alegações representam a posição oficial de John Textor. Até o momento, não há uma decisão judicial definitiva sobre o controle acionário do RWDM que aborde os pontos levantados pelo empresário. Enquanto a situação se desenrola na Europa, o Botafogo mantém o foco na sequência da temporada brasileira, aguardando os próximos desdobramentos e possíveis medidas judiciais.



