Em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da ESPN, o volante Gregore, atualmente no Al-Rayyan, relembrou os sentimentos intensos vividos durante a final da Libertadores de 2024. Expulso com apenas 30 segundos de jogo contra o Atlético-MG, o atleta descreveu o momento como um acidente inevitável, negando qualquer imprudência. O jogador revelou que, apesar do choque inicial, sentiu o apoio imediato do elenco, lembrando que ouviu os companheiros gritando que correriam por ele para compensar a ausência em campo.
Devido aos protocolos de doping, Gregore passou a maior parte da decisão isolado, sem acesso a transmissões ao vivo. Ele relatou a angústia de ouvir a comemoração da torcida sem saber quem havia marcado o gol e a preocupação com a família, que acompanhava a partida no estádio. O volante chegou a assistir aos minutos finais através de um vidro no vestiário e viu o gol de Júnior já na entrada do campo, sentindo um imenso alívio por saber que o time não perderia o título por causa de seu erro.
O impacto da expulsão foi tamanho que o jogador chegou a receber mensagens de seu agente, Leandro, que brincou sobre a possibilidade de procurar um novo clube diante da gravidade da situação. Gregore confessou que a imagem do lance permaneceu em sua cabeça por algum tempo, afetando inclusive sua atuação no jogo seguinte contra o Internacional, onde jogou com o "pé no freio". O suporte da comissão técnica e do psicólogo Paulo Ribeiro foi fundamental para que ele recuperasse a confiança.
Para selar a gratidão aos colegas que garantiram a taça, o volante revelou que a tensão terminou em descontração após a conquista. "Depois só foi zoação. Paguei uns três, quatro churrascos aí para os caras porque salvaram minha pele", brincou o atleta, enfatizando que o respaldo do grupo foi essencial para que ele superasse o trauma e celebrasse a glória eterna com o Botafogo.
