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Fundo que poderia ser novo sócio de Textor no Botafogo com aporte tem negócios com a Ares no Canadá, explica jornalista

Fundo que poderia ser novo sócio de Textor no Botafogo com aporte tem negócios com a Ares no Canadá, explica jornalista

A complexa teia de negociações pela SAF do Botafogo ganhou mais um capítulo com a revelação de que a GDA Luma Capital, potencial nova sócia de John Textor, possui negócios no Canadá com a Ares. A Ares é uma credora do empresário norte-americano e figura central em disputas pela Eagle Football na Europa, o que tem gerado um receio significativo no fundo em efetuar a segunda parcela do aporte de US$ 50 milhões, estimada em cerca de US$ 25 milhões.

Essa conexão entre os fundos e a Ares se tornou um argumento crucial para o clube associativo, presidido por João Paulo Magalhães, em sua resistência em assinar o documento que autorizaria a entrada da GDA Luma Capital e da Hutton Capital como novos acionistas da SAF. A preocupação reside no fato de que, caso o Botafogo não honrasse o empréstimo futuro, as ações do clube poderiam ser usadas como garantia. No entanto, João Paulo Magalhães argumenta que John Textor não tem o direito de colocar as ações do Botafogo como garantia, especialmente devido ao litígio em curso com a Eagle e à necessidade de aprovação do associativo.

Em entrevista ao podcast “GE Botafogo“, a repórter Letícia Marques explicou a dinâmica: “Se assina, o Botafogo está ajudando o Textor a passar as ações, sendo que as ações não são só do Textor, as ações são da Eagle Bidco, que tem outros investidores também e todo aquele problema.” Ela detalhou ainda que a GDA e a Luma demonstraram cautela em liberar a segunda parcela justamente para evitar um conflito direto com a Ares, com quem mantêm relações comerciais no Canadá. A primeira parcela teria sido liberada sob a promessa de que o documento seria assinado, o que não ocorreu.

A divergência entre John Textor e o clube associativo, embora não caracterize um rompimento, é marcada por fortes discordâncias financeiras. A falta de assinatura do documento pelo associativo é apontada como um dos motivos para a escassez de recursos que o próprio Textor tem mencionado publicamente. Enquanto a situação não se resolve, o Botafogo segue enfrentando dificuldades financeiras, com cobranças de clubes e ameaças de transfer ban, além de atrasos no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores, que já somam dois meses, conforme noticiado pelo jornal “O Globo”.

Ler na fonte original (FogãoNET)