O jornalista Gilmar Ferreira, em sua coluna no jornal “Extra”, teceu duras críticas a John Textor, controlador da SAF do Botafogo, pela escolha de Franclim Carvalho para o comando técnico da equipe. Ferreira aponta que a decisão de trazer o ex-auxiliar de Artur Jorge, que já passou pelo Braga e pelo Al-Rayyan, reflete um desejo do investidor de ter maior controle sobre o trabalho no clube.
Segundo o colunista, a nomeação de Carvalho, que se torna o sexto técnico na era SAF a não ter sido jogador profissional de destaque, é uma estratégia para que Textor possa "influenciar" mais diretamente as decisões. "A escolha do ex-assistente de Artur Jorge não chega a surpreender. Desde o desconforto que culminou com a demissão do português Renato Paiva, no ano passado, ficou claro que John Textor quer um treinador que o atenda nos caprichos e sem muitas cobranças", escreveu Ferreira nesta sexta-feira (3/4).
Gilmar Ferreira também destacou que John Textor estaria se aproveitando da "ambição dos mais jovens de se estabelecer no cenário europeu ou asiático através das glórias do Botafogo". A crítica mais contundente veio no encerramento de sua análise, onde o jornalista afirmou que, enquanto o Botafogo associativo não encontrar meios de reaver o controle das ações ou afastar Textor, o futebol do clube permanecerá "submetido aos ‘negócios’ do investidor". "E isso significa que enquanto for assim, ele precisará de um fantoche no comando do time", concluiu Gilmar.
