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Franclim Carvalho revela teimosia e pede estabilidade diretiva para voltar a treinar

Franclim Carvalho revela teimosia e pede estabilidade diretiva para voltar a treinar

O ex-técnico do Botafogo, Franclim Carvalho, concedeu entrevista ao podcast "Linha Lateral", do canal português "Primeiro Toque", onde analisou sua passagem pelo clube alvinegro e revelou aspectos de sua metodologia de trabalho. O português admitiu ser "muito teimoso" em suas convicções táticas, especialmente no que diz respeito à pressão da equipe sem a bola.

"Eu sou muito teimoso. Quando falo sem bola, a minha equipe tem que ser pressionante, os meus jogadores têm que ser pressionantes. Não me interessa se estou num gramado sintético ou natural, se estou jogando às 11h com 37° no Brasil, ou se vou ao Internacional de Porto Alegre e está chovendo e está frio, ou se vou ao Caxias do Sul, ao Juventude, e está muito frio, porque o Brasil parece que são cinco países lá dentro. Esse compromisso tem que estar, esta predisposição para trabalhar e pressionar, quando nós não temos a bola, de procurarmos isso, isso eu não abdico", declarou Carvalho.

O treinador também abordou as dificuldades encontradas para implementar seu plano de jogo no Botafogo, citando a falta de jogadores com as características ideais para seu esquema. "Nós tivemos a dificuldade, quando chegamos o mercado estava fechado, de não termos nenhum extremo com estas características que eu falei. [...] Tentamos ajustar com as características dos jogadores", explicou, mencionando a tentativa de adaptar atletas e até mesmo puxar um jogador do sub-20 para suprir a carência.

Atualmente sem clube desde sua demissão do Botafogo em agosto, Franclim Carvalho estabeleceu a "estabilidade diretiva" como um pré-requisito fundamental para aceitar um novo desafio. Ele ressaltou a importância de um projeto claro e seguro, livre de turbulências internas, para que o trabalho técnico possa florescer. "Estabilidade diretiva. Não sei se isto está bem dito, mas segurança, firmeza, estabilidade diretiva, porque às vezes eu costumo dizer que sou um pouco crente, e às vezes nós acreditamos, e no futebol é preciso ter muita cabeça e às vezes pouco coração, e a cabeça sobreusar-se ao coração", pontuou.

Carvalho enfatizou que a estabilidade proporciona aos treinadores um "conforto muito grande" para focar no trabalho, sem a preocupação com atrasos salariais, mudanças de direção ou contestações excessivas. "Essa estabilidade de clube, diretiva, acho que isto nos dá um conforto a nós treinadores muito grande de 'vamos trabalhar, nosso trabalho é aqui, não temos de estar preocupados com salários em atraso, com mudanças de direção, com perdemos, estamos a ser contestados e o presidente abana… Não, o caminho a percorrer até ali é este, nós vamos percorrê-lo juntos, nós sabemos que se perdemos cinco jogos seguidos não resistimos, mas sabemos que não vamos ganhar os jogos todos'", concluiu.

Ler na fonte original (FogãoNET)