A reta final do Campeonato Brasileiro se aproxima e o Botafogo se depara com um desafio crucial: a necessidade de aprimorar a gestão de vantagens construídas durante as partidas. Essa dificuldade em administrar placares favoráveis já custou pontos preciosos ao Alvinegro no primeiro turno, especialmente em confrontos contra adversários que voltarão a integrar o calendário nas próximas rodadas.
Ao analisar os primeiros cinco oponentes desta nova sequência, o retrospecto do primeiro turno revela um cenário preocupante. Dos 15 pontos em disputa contra Vasco, Chapecoense, Coritiba, Internacional e Remo, o Botafogo somou apenas oito. O detalhe mais alarmante é que, nos três jogos em que não saiu vitorioso – contra Coritiba, Internacional e Remo –, a equipe chegou a estar em vantagem no placar.
Contra o Coritiba, o Glorioso chegou a virar o jogo, mas acabou cedendo o empate. Diante do Internacional, a situação se repetiu de forma ainda mais acentuada, com o time alvinegro abrindo o placar em duas oportunidades e não conseguindo garantir a vitória. O prejuízo foi ainda maior contra o Remo, onde a equipe sofreu a virada nos minutos finais após abrir vantagem, terminando a partida sem pontuar.
Diante deste cenário, o período de treinamentos comandado por Tite durante a Data Fifa se torna uma oportunidade ímpar. Além dos ajustes táticos e técnicos, a equipe precisa encontrar mecanismos para controlar melhor as partidas quando estiver em posição de liderança. O primeiro desafio após a pausa será justamente o clássico contra o Vasco, no dia 7 de outubro, no Nilton Santos, pela 29ª rodada. A sequência segue com Coritiba, Chapecoense, Internacional e Remo, antes de enfrentar adversários como Atlético-MG, Corinthians, São Paulo, Bahia e Santos nas últimas dez rodadas.
Com apenas 30 pontos em disputa e ocupando a 12ª colocação com 35 pontos, a margem para erros diminui drasticamente. A missão do Botafogo é clara: reagir na tabela e, fundamentalmente, evitar a repetição de um roteiro que custou caro no primeiro turno – construir uma vantagem e não conseguir sustentá-la até o apito final.




