O ex-meia Keisuke Honda, figura emblemática da Seleção Japonesa e com passagem pelo Botafogo, surpreendeu o cenário internacional ao se colocar publicamente à disposição para assumir o comando técnico de seu país. A manifestação ocorreu via redes sociais em um momento de incerteza na Federação Japonesa de Futebol, que ainda negocia a renovação do contrato do atual treinador, Hajime Moriyasu, após a última campanha no Mundial.
Com a confiança e a liderança que sempre marcaram sua trajetória, Honda propôs um modelo de transição ousado: assumir a equipe por apenas uma temporada, colocando o próprio cargo em jogo. "Acho que teremos opiniões a favor e contra, mas vou dizer mesmo assim. Vi a notícia de que estão oferecendo a Hajime Moriyasu um contrato de um ano para continuar, mas, se for uma oferta de transição porque não há candidatos viáveis para o próximo treinador, então me testem por um ano. Se perdermos a Copa da Ásia, podem me demitir sem discussão. Eu topo esse desafio", afirmou o ex-atleta.
Embora ainda não tenha pendurado as chuteiras oficialmente — tendo sido anunciado recentemente como reforço do Jurong, de Singapura —, o japonês já planeja a transição para a beira do gramado. Nos últimos anos, ele acumulou experiências em gestão esportiva e desenvolvimento do futebol, complementando um currículo brilhante como jogador, com passagens por Nagoya Grampus, VVV-Venlo, CSKA Moscou e Milan, além de ter disputado três Copas do Mundo consecutivas (2010, 2014 e 2018).
Para a torcida do Botafogo, Honda deixou lembranças de profissionalismo e comprometimento. Chegado ao Glorioso em 2020 sob grande expectativa, o japonês atuou em um período turbulento da história do clube, mas conquistou o respeito dos torcedores por sua postura. Em 27 partidas disputadas com a camisa alvinegra, ele marcou três gols e distribuiu duas assistências, deixando um impacto midiático significativo antes de seguir sua trajetória. Agora, o antigo camisa 4 do Glorioso busca dar o passo definitivo rumo à carreira de treinador, mirando o desafio de liderar a seleção onde se tornou ídolo nacional.




