Receba notícias exclusivas no TelegramAlertas de gols, início e fim de jogos, além dos destaques do dia direto no seu celular.
ENTRAR NO CANAL

Eagle/Ares pede suspensão de recuperação judicial do Botafogo para garantir prazo jurídico

Eagle/Ares pede suspensão de recuperação judicial do Botafogo para garantir prazo jurídico

A notícia de que a Eagle/Ares protocolou um recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) solicitando a suspensão da recuperação judicial da SAF do Botafogo causou surpresa entre os torcedores, especialmente devido ao atual clima de trégua entre a holding e o clube associativo. No entanto, o jornalista Bernardo Gentile, em análise no canal Arena Alvinegra nesta terça-feira (2/6), explicou que a movimentação é estratégica e não significa a retomada imediata do conflito.

Segundo Gentile, a petição funciona como uma garantia jurídica para que a Eagle/Ares não perca os prazos processuais. O jornalista comparou a situação a um "tempo técnico" em uma partida, onde as partes preparam suas peças no tabuleiro para estarem bem posicionadas caso o acordo atual fracasse. "A Eagle entrou com mais uma petição para, caso não tenha acordo com o Botafogo, já estar preparada a petição para derrubar a recuperação judicial", afirmou o jornalista, ressaltando que, se não agissem agora, perderiam o direito de questionar a recuperação judicial em até 60 dias.

A estratégia visa aumentar o poder de barganha da holding em um eventual cenário de disputa financeira. Caso não haja consenso, o Botafogo teria valores a receber do grupo Lyon/Ares/Eagle, e a derrubada da recuperação judicial colocaria o clube em uma posição de maior vulnerabilidade, podendo forçá-lo a aceitar acordos com valores menores para sanar urgências financeiras. "Se for para a porradaria de novo, vai ter essa briga de novo de quem deve para quem", concluiu Gentile.

Paralelamente a essa movimentação jurídica, o Botafogo social assinou, nesta terça-feira, um documento oficial comprometendo-se a não vetar a negociação direta entre a Cork Gully, administradora judicial da Eagle/Ares, e a GDA Luma Capital. O objetivo do acordo é viabilizar a venda de 90% das ações da SAF alvinegra, mantendo o fluxo de negociações enquanto as questões jurídicas são tratadas nos bastidores.

Ler na fonte original (FogãoNET)