O aumento de lesões musculares no Botafogo tem gerado preocupação interna, com os métodos do preparador físico Luca Guerra sendo questionados. Segundo reportagem do GE, a intensidade excessiva dos treinos e a falta de propósito claro em algumas sessões têm sido alvo de críticas dentro do clube. O cenário se agravou nesta semana, com Marçal e Joaquín Correa se lesionando na panturrilha durante os treinos, enquanto Savarino ficou de fora por uma alteração clínica.
A rotatividade na comissão técnica também é apontada como um fator agravante, já que as constantes mudanças desde o início do ano têm prejudicado a continuidade do trabalho de preparação física. Além disso, a pressão por resultados tem levado o clube a escalar atletas em condições menos ideais, aumentando o risco de lesões. O caso mais recente é o do volante Danilo, que sofreu uma reincidência muscular.
Desde que Luca Guerra assumiu, em julho, o Botafogo registrou 26 lesões em 115 dias, uma média de 0,22 por dia, a mais alta entre as comissões deste ano. O profissional, que já trabalhou com Carlo Ancelotti no Bayern de Munique, Napoli e Everton, deixou o clube italiano em 2022 e, antes de chegar ao Glorioso, esteve no Istra, da Croácia.
Comparando com os períodos anteriores, a gestão de Luca Guerra apresenta números preocupantes. Sob Carlos Leiria, foram três lesões em 30 dias (0,10 por dia), enquanto Cláudio Caçapa registrou uma lesão em 14 dias (0,07). Renato Paiva, por sua vez, teve 16 lesões em 122 dias (0,13). Com Davide Ancelotti, a média subiu para 0,22, reforçando as críticas ao trabalho do preparador físico.
