A trajetória de Luiz Henrique com a camisa da Seleção Brasileira tem sido marcada por uma reviravolta inesperada. Após chegar à Copa do Mundo cercado de grande expectativa e ser considerado uma das principais peças ofensivas, o atacante viu seu espaço diminuir consideravelmente sob o comando de Carlo Ancelotti, recebendo poucas chances em campo.
Segundo informações apuradas pelo programa Fala a Fonte, da ESPN, a razão para essa mudança de cenário não reside no desempenho do jogador durante as partidas, mas sim no que tem acontecido nos bastidores, especificamente nos treinamentos. A publicação aponta que Luiz Henrique não conseguiu apresentar o mesmo nível de competitividade e intensidade diária de seus companheiros nas atividades, um fator crucial que pesou nas decisões da comissão técnica. Essa avaliação contrasta com o ciclo anterior do jogador pela Seleção, onde ele era visto como uma alternativa promissora para o ataque.
A comissão técnica de Carlo Ancelotti tem utilizado os treinos como um dos principais termômetros para definir a escalação titular e a ordem das substituições durante a Copa do Mundo. Nesse contexto, Luiz Henrique acabou sendo superado por outros atletas que demonstraram maior entrega e rendimento no dia a dia. A reportagem da ESPN ressalta que o atacante "não demonstrou, no dia a dia dos treinos, um nível de competitividade para merecer espaço no time titular", o que, consequentemente, reduziu sua participação na competição.
Enquanto isso, outro jovem atacante, Rayan, revelado pelo Vasco e atualmente no Bournemouth, da Inglaterra, soube aproveitar a oportunidade. Ele ganhou prestígio junto à comissão técnica justamente pelo desempenho nos treinamentos, impressionando pelo ritmo intenso, dedicação e competitividade. Esses atributos influenciaram diretamente na sua ascensão e conquista de espaço no elenco brasileiro.
A perda de protagonismo de Luiz Henrique surpreende, visto que ele chegou ao Mundial em alta performance. Após boas atuações em amistosos preparatórios e nas Eliminatórias Sul-Americanas, o ex-jogador do Botafogo era visto como um "12º jogador" importante, frequentemente utilizado para variar o ritmo das partidas. A expectativa era de que ele tivesse ainda mais minutos, dada sua versatilidade e capacidade de quebrar defesas no um contra um. Contudo, o cenário mudou ao longo do torneio, com a concorrência interna aumentando e outros atletas se destacando nas oportunidades oferecidas.
Apesar do momento na Seleção, a passagem de Luiz Henrique pelo Botafogo continua sendo uma referência. Ele foi peça fundamental na histórica temporada de 2024, com atuações decisivas que contribuíram para as conquistas da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro, consolidando-se como um ídolo da era SAF. Suas exibições alvinegras abriram as portas da Seleção e pavimentaram sua transferência para o Zenit, onde manteve um bom nível antes da convocação. Agora, o desafio para o atacante é recuperar seu espaço na equipe nacional, demonstrando nos treinos a mesma intensidade e confiança que o destacaram no futebol brasileiro e o transformaram em um jogador decisivo.




